O Brasil é um país de dimensões continentais e clima tropical, onde as chuvas são
frequentes ao longo do ano, com períodos mais intensos em cada região. No Norte, as
precipitações se concentram entre dezembro e maio; no Nordeste, de abril a julho no litoral
e fevereiro a maio no sertão; no Centro-Oeste e Sudeste, de novembro a março; e no Sul,
chove o ano todo, com picos no outono e primavera.
Com pistas molhadas, o risco de aquaplanagem aumenta, exigindo atenção redobrada dos
motoristas e pneus em boas condições para garantir a segurança. Para evitar problemas, a
Magnum Tires traz dicas valiosas do super especialista Hélio Arai, gestor técnico da
empresa, que orienta como manter a dirigibilidade e reduzir os perigos ao volante em dias
chuvosos.
Mesmo com pneus em ótimo estado, algumas situações podem ser inevitáveis. “A
aquaplanagem é um fenômeno físico em que os pneus perdem o contato direto com a
superfície da estrada devido à formação de uma camada de água entre eles. Nesta
condição, o veículo perde totalmente a aderência e, consequentemente, o controle da
direção, frenagem e estabilidade”, explica Hélio Arai, gestor técnico da Magnum Tires,
marca brasileira que produz pneus em fábricas globais com 60 unidades próprias em todo o
Brasil.
Além da condição dos pneus há três outros fatores principais que favorecem a ocorrência
do fenômeno em estradas molhadas. A velocidade é um deles e é por isso que é preciso
reduzir o ritmo da viagem em dias de chuva. “Quanto maior a velocidade, mais difícil é a
quebra e remoção da camada de água entre o chão e o veículo”, explica o técnico. A
profundidade da poça também influencia, pois quanto mais espessa a lâmina de água na
pista, maior a chance de o veículo aquaplanar. A terceira condição tem a ver com o peso
do carro. “Veículos mais leves tendem a aquaplanar com maior facilidade”, diz Arai.
A boa notícia é que há maneiras de reduzir os riscos, e isso começa pelas características
técnicas dos pneus, que incluem o composto e o desenho da rodagem, itens que propiciam
maior ou menor grau de aderência e capacidade de drenagem da água na condução em
condições de piso molhado.
“O desenho da banda de rodagem que mais favorece o escoamento de água é aquele que
possui sulcos longitudinais profundos e bem definidos, muitas vezes em forma de ‘V’”, diz o
especialista. Esses sulcos ajudam a canalizar a água da superfície para fora da área de
contato do pneu com o solo, reduzindo o risco de aquaplanagem.
Mas nem sempre é possível se livrar de uma situação como esta. Neste caso, a orientação
é, de certa maneira, simples. “É importante manter a calma, não frear de maneira brusca e
segurar firmemente o volante, mantendo as rodas retas até retomar o controle”, orienta o
técnico da Magnum Tires.
Um motorista bem informado e que adota medidas preventivas tem muito mais chances de
garantir uma condução segura.
Aquaplanagem: O que é e como evitar?
O que é aquaplanagem?
Quando os pneus perdem contato com a pista devido à camada de água, comprometendo
direção, frenagem e estabilidade.
Fatores que aumentam o risco:
Velocidade: Quanto maior, menor a chance de escoar a água.
Profundidade da água: Quanto mais espessa a lâmina, maior o risco.
Condição dos pneus: Desgaste reduz a drenagem da água.
Peso do veículo: Veículos mais leves aquaplanam com mais facilidade.
Como evitar?
Reduza a velocidade em pistas molhadas.
Mantenha os pneus em bom estado e com sulcos bem definidos.
Evite frenagens e mudanças bruscas de direção.
Pneus fazem a diferença!
Pneus com sulcos profundos e em “V” drenam melhor a água.
Pneus carecas não escoam a água, aumentando drasticamente o risco.
Se ocorrer aquaplanagem:
Mantenha a calma.
Não freie bruscamente.
Segure firme o volante e mantenha as rodas retas até retomar o controle.